08/02/2018

Artur Nogueira tem um afastamento por acidente de trabalho a cada três dias

Afastamentos causaram impacto previdenciários de quase R$ 6 milhões em cinco anos

Da redação

Artur Nogueira registra um afastamento por acidente de trabalho a cada três dias. O número foi calculado com base em dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, ligado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que levam em conta os casos ocorridos entre 2012 e 2016 em todos os setores de atividade econômica do município.

Segundo o observatório, o ano com maior número de auxílios-doença por acidentes de trabalho foi 2012, com 143 casos registrados. Aquele também foi o ano com maior despesa previdenciária nos afastamentos de funcionários: R$ 1.970.500. O ano com menos afastamentos registrados foi 2015 – apenas 92. Já o ano com menos gastos da Previdência em auxílios-doença no município foi 2016: R$ 581.090.

Em números totais, Artur Nogueira teve 579 afastamentos por acidentes de trabalho e doenças ocupacionais contabilizados entre 2012 e 2016. O impacto previdenciário chegou à marca dos R$ 5.867.829,76. Nesse período, foram perdidos 110.363 dias de trabalho, segundo o levantamento do observatório.

Confira na tabela abaixo os setores de atividade econômica com mais afastamentos e os motivos mais frequentes:

ATIVIDADE ECONÔMICAQUANTIDADEMOTIVOQUANTIDADE
INDÚSTRIA TÊXTIL43FRATURA NA MÃO OU PUNHO88
TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGA41FRATURA NA PERNA40
ABATE DE ANIMAIS30LESÕES DO OMBRO36
SUPERMERCADOS22DORSALGIA35
CONSTRUÇÃO CIVIL21SINOVITE E TENOSSINOVITE35
COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONTRUÇÃO17FRATURA DO ANTEBRAÇO34
RESTAURANTES E LANCHONETES11FRATURA DO OMBRO E DO BRAÇO27
FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS PLÁSTICOS10FRATURA DO PÉ26
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA9AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA - PUNHO OU MÃO14
FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS AGROPECUÁRIOS9LUXAÇÃO, ENTORSE OU DISTENSÃO14

Comunicações de acidentes

De acordo com o observatório, o setor com maior número Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs) é o comércio varejista de mercadorias em geral, ou seja, supermercados. A área comercial teve 86 casos anotados nos cinco anos contabilizados pelo levantamento – 25% do total de 349. Na sequência, a indústria têxtil aparece com 77 acidentes notificados no mesmo período.

O ramo de fabricação de artefatos de material plástico teve 56 acidentes entre 2012 e 2016. Já o comércio varejista de bebidas registrou 28 casos.

A lesões mais comuns, de acordo com os dados do observatório, são cortes, lacerações, feridas contusas e puncturas. Juntos, esses quatro tipos de ferimentos tiveram 180 casos registrados. Além disso, houve 139 fraturas, 123 contusões ou esmagamentos, 55 luxações e 47 escoriações. Os demais casos incluem distensões, lesões múltiplas e queimaduras.

Apenas uma morte foi registrada por acidente de trabalho, em 2012.

Classificação

Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento emitido para reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto quanto uma doença ocupacional.

Acidente de trabalho ou de trajeto é o acidente ocorrido no exercício da atividade profissional a serviço da empresa ou no deslocamento entre a residência e o trabalho, na ida para o serviço ou na volta. São acidentes que causem lesão corporal ou perturbação funcional, resultando na perda ou redução – permanente ou temporária – da capacidade para o trabalho ou, em último caso, a morte.

A doença ocupacional, por sua vez, é aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade, segundo o INSS, e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

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