27/06/2018

Matamos a zebra, que venha o México

Brasil subiu um degrau, mas terá que subir mais um para passar pelas oitavas

Michael Harteman

Não foi uma partida primorosa, nota 10. Ainda não se viu nessa copa aquela apresentação de gala da Seleção Brasileira. Mas não há dúvidas, o time evoluiu desde a estreia. Contra a Sérvia fez uma partida inteligente. Sabia que a principal arma do adversário eram as bolas aéreas. Foi assim que o time de vermelho tentou surpreender o Brasil. Marcelo sentiu, saiu. O melhor lateral esquerdo do mundo (mas que ainda não atuou bem na competição) saiu machucado e com cara de quem sabe que é algo mais grave. Tal fato poderia assustar a seleção. Poderia, mas não assustou. Felipe Luís entrou e, como bom lateral que é, deu conta do recado.

A Sérvia não poderia jogar como os dois primeiros adversários da seleção brasileira. O time sabia disso. Sabia que encontraria espaço para as jogadas em profundidade. Sabia e encontrou. Belo lançamento de Coutinho, gol de Paulinho. Após o gol, o Brasil ainda dominava a partida, mas apresentou momentos preocupantes. Algumas falhas em jogadas aéreas poderiam resultar em gol do adversário. Um Exemplo? Fagner marcando o ‘tanque’ Mitrovic; não pode acontecer.

A escalação após o intervalo era a mesma, a postura, não. O brasil perdeu o meio-campo e pouco conseguia criar. Assim como no primeiro gol, o Brasil tentava armar alguma coisa nas bolas em profundidade pra Neymar e Willian, o segundo, pouquíssimo inspirado. Se o grande perigo sérvio era a bola aérea, foi dessa maneira que fizemos o segundo gol. Escanteio bem batido cobrado por Neymar, movimento perfeito de Thiago Silva, gol e vaga garantida para as oitavas.

Sim, o Brasil melhorou, evoluiu e tudo indica que a crescente irá continuar. No entanto, Tite precisa entender que mudanças podem ser necessárias. É comum ver seleções terminarem a copa com uma escalação diferente do que começou. Gabriel Jesus e Wilian ainda não renderam o que se esperava. Tite não pode anular a possibilidade de mudança. Agora é vencer ou vencer. Perdeu, casa.

O México não está na primeira prateleira das seleções. Mas é mais perigoso do que as seleções enfrentadas na Copa do Mundo. Além disso, a seleção mexicana conta com um técnico imprevisível. Troca a escalação de acordo com o adversário. Se tivermos a inteligência de hoje e a criatividade nata do jogador brasileiro, passaremos. Ninguém ainda encontrou o melhor da sua forma, e quanto antes nos aproximarmos do nosso melhor, mais chances temos de trazer o hexa. Um passo de cada vez, que venha o México!


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