26/10/2018

Moradora protocola denúncia contra Ermes Dagrela

Documento foi apresentado à Câmara de Vereadores e será analisado pelos parlamentares da Casa

Da redação

Uma moradora de Artur Nogueira protocolou neste mês uma denúncia contra o presidente da Câmara de Vereadores do município, Ermes Dagrela (PR). O pedido solicita a cassação do mandato do parlamentar devido ao caso de agressão envolvendo Rodrigo de Faveri (PTB). O documento será analisado pela Casa de Leis.

O caso de agressão em que são envolvidos o vereador Faveri, Dagrela e o filho dele, Ermes Dagrela Junior, ocorreu em agosto deste ano. Desde então, o episódio passou por uma apuração em uma Comissão Processante, instaurada em uma comissão na Câmara Municipal. Frente ao ocorrido, a munícipe de Artur Nogueira, Raquel Esteves Soleder, decidiu representar uma denúncia formal contra Dagrela, solicitando a cassação do mandato de vereador do presidente da Casa.

O direito à denúncia realizada pela moradora é amparado pelo Artigo 309, Artigo 310, incisos IV, Artigo 317, Artigo 335, Inciso XI, Artigo 336 do Regimento Interno da Casa de Leis de Artur Nogueira.

O documento cita que, “conforme consta no Boletim de Ocorrência (B.O.), anexo, do dia 16 de agosto de 2018, o presidente desta Casa, ora denunciado, em nítida e plena exorbitância dos poderes que lhe foram atribuídos por força do mandato, bem como pela Lei Orgânica Municipal e ainda pelo Regimento interno desta Casa, promoveu juntamente com seu filho Ermes Rodrigues Dagrela Junior, agressão física de forma covarde, vexatória e que se não fosse socorrido, o denunciante por munícipes que ali passavam poderia ter chegado a óbito por tanta barbaridade dos golpes desferidos a ele”, pontua.

Raquel Soleder declarou ao Portal Nogueirense que a decisão da denúncia reflete a indignação dela em relação a atitude de Ermes Dagrela, que como uma pessoa pública, promoveu o incentivo à violência. “Tomei esta decisão porque tenho filhos, me coloquei no lugar da mãe do vereador Rodrigo de Faveri e me senti extremante revoltada . É uma vergonha para a nossa cidade ver duas pessoas agredindo um vereador que nem se quer conseguiu se defender. Ocupantes de cargos públicos têm que ser exemplo e não má influência. Não podemos aceitar este tipo de atitude, pessoas se digladiarem em público, com se Artur Nogueira fosse terra sem Lei”, comenta.

O documento relacionado à denúncia indica que a atitude de Ermes Dagrela em relação às agressões contra Rodrigo de Faveri se caracterizam como quebra de decoro parlamentar, ato considerado como descumprimento dos deveres de mandato ou prática que afeta a dignidade do representante público.

Em vista da denúncia efetuada pela moradora, Ermes Dagrela afirmou ao Portal Nogueirense que a denúncia não deve implicar em nada em relação ao mandato dele. “Esse caso já foi apresentado à Câmara, votado e resolvido, não vai afetar em nada no meu mandato. Não vai dar em nada, é perca de tempo, “picuinha” política”, relata o presidente parlamentar.

A denúncia agora será analisada pela Câmara de Vereadores. A Comissão Processante que analisava o caso referente às agressões foi suspendida temporariamente após a decisão do desembargador de São Paulo (SP), Sidney Romano dos Reis, pertencente à 6ª Câmara de Direito Público de São Paulo. A resolução foi publicada neste mês de outubro pelo Poder Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

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