16/10/2018

Tentativa de homicídio em Artur Nogueira continua impune após um ano

Rafael Ferreira Moreno ficou paraplégico após ser alvejado com tiros de arma de fogo; Principal suspeito pelo crime continua foragido

Da redação

A tentativa de assassinato de Rafael Ferreira Moreno, ocorrida em Artur Nogueira, completa um ano nesta terça-feira (16). O jovem, vítima do crime que continua impune, ficou paraplégico devido aos disparos de arma de fogo que sofreu. O principal suspeito pelo delito, ainda menor de idade na época do ocorrido, continua foragido.

Rafael tem, hoje, 24 anos. De acordo com os registros policiais, na noite do dia 16 de outubro de 2017, ele foi alvejado com sete tiros disparados de uma arma de fogo de calibre 32, nos arredores do Ginásio de Esportes Denilson Amaro Rodrigues, no Parque Itamaraty. Após os disparos, o atirador fugiu do local em um automóvel e, posteriormente, foi identificado pela vítima.

Rafael foi atendido no Pronto-socorro do Hospital Bom Samaritano e foi transferido, permanecendo internado no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP), por cerca de 15 dias antes de ter alta e voltar para o convívio da família. Por decorrência dos disparos, Rafael teve a coluna afetada. Um dos projéteis permaneceu alojado na medula do jovem, o que o impossibilitou de voltar a andar, dependendo, assim, de uma cadeira de rodas para se locomover. O diagnóstico médico revelou que ele não poderá mais voltar a andar.

O crime foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Artur Nogueira como tentativa de homicídio. A principal linha de investigação da unidade policial é que o delito se trata de um crime passional. Antes do ocorrido, Rafael havia trocado mensagens – via celular – com uma garota, sem saber que ela namorava outro rapaz. Na noite do crime, Rafael teria marcado um encontro no local do ocorrido, mas sem saber que o “encontro” se tratava de uma emboscada, premeditada pelo atirador.

O principal suspeito apontado pela Polícia Civil de ter atirado contra Rafael é o namorado da referida garota, com quem a vítima havia trocado mensagens. A ocorrência registrada na unidade policial de Artur Nogueira inclui a indicação do suspeito pelo crime, chamado Gabriel. O denunciado não foi localizado desde a data do crime, pois ao que a investigação indica, ele está fora do município. O pai do suspeito chegou a ser ouvido em uma oitiva na Delegacia, porém não indicou onde o filho estaria.

Após um ano do início das investigações iniciadas pela Polícia Civil, a tentativa de homicídio contra Rafael Ferreira Moreno continua impune e sem que o principal suspeito fosse interrogado. O delegado titular da Polícia Civil o município, Dr. Lúcio Antônio Petrocelli, afirmou ao Portal Nogueirense que, até o momento, não houve nenhum avanço nas investigações a ponto de ocorrer a localização do suspeito pelo crime. “O trabalho de investigação foi feito, mas em relação ao suspeito, ele ainda não foi localizado. Ainda existe a possibilidade de ele estar em outra cidade”, relata o oficial.

Procurado pela reportagem do Portal Nogueirense, o pai de Rafael, vítima do crime, relatou que até o momento não obteve nenhuma posição da Polícia sobre um possível desfecho do caso. Ele e a família aguardam que o responsável pelo crime, que quase tirou a vida do filho, responda pelo delito que cometeu.

“Da última vez que eu estive na Delegacia, há cerca de dois meses, me disseram que a parte da investigação já foi feita e, daqui para frente, o caso está nas mãos do juiz da cidade. Ainda não houve a emissão de um mandado de prisão do suspeito, que também não foi localizado para ser interrogado. A Justiça brasileira é muito lenta, o que fica é um sentimento de impunidade‘’, relata Antônio Vieira Moreno, pai de Rafael.

Antônio afirmou ainda que o aparelho celular de Rafael, apreendido na noite do crime, chegou a passar por uma perícia após a quebra de sigilo solicitada pelo corpo de Investigações do caso. As mensagens e áudios trocados entre a vítima e a garota foram analisadas, porém, não ocorreu a constatação de pistas sobre o paradeiro do investigado pelo delito.

Informações sobre a localização do suspeito de ter atirado contra Rafael podem ser denunciadas de forma sigilosa à Polícia Civil pelo telefone 3877-1400.

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